Filme da Warner tem melhor recepção pela crítica que o Clássico da Disney
Os críticos americanos gostaram de “A Bela e a Fera”, mas as declarações
de amor só foram dedicadas para “Kong: A Ilha da Caveira”. Os dois blockbusters vão chegar aos cinemas nos próximos dias e competirão ferozmente
pelas bilheterias.
“Kong: A Ilha da Caveira” chega antes, já nesta semana, e conquistou 83%
de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, enquanto “A Bela e a Fera”, que
estreia uma semana depois, ficou com 74%. No Brasil, as datas são 9 e 16 de
março, respectivamente.
Os maiores elogios para “Kong” dizem respeito ao ritmo frenético, à
qualidade dos efeitos visuais e ao roteiro redondo. O crítico da revista
Variety ousou dizer que o filme é, de forma surpreendente, melhor – não, 10
vezes melhor! – que “Jurassic World”. Os dois filmes compartilham um
roteirista, Derek Connolly. Em compensação, o crítico do Guardian chutou o
balde e derramou ácido por todo o lado, ao considerar o filme tão trash que o
lembrou de Ed Wood, o pior diretor de todos os tempos.
Já “A Bela e a Fera” teve como destaque negativo os efeitos da Fera, que
saltaram aos olhos desde as primeiras fotos, mas isso teria sido compensado com
uma cenografia deslumbrante. Também houve quem reclamasse da falta de
novidades, já que se trata de uma releitura que pouco acrescenta – além de
atores reais – à animação clássica, sendo “instantaneamente esquecível”. Mas,
por outro lado, houve eco para o espetáculo tecnicamente perfeito.
Veja abaixo alguns dos principais comentários sobre os dois filmes.
KONG: A ILHA DA CAVEIRA
“A surpresa é que ‘Kong: A Ilha da Caveira’ não é apenas dez vezes
melhor que Jurassic World, mas um espetáculo de criaturas gigantes excitante e
muito bem elaborado” (Owen Gleiberman, Variety).
“Esta volta altamente divertida de uma das criaturas gigantes mais
longevas do cinema corre como um louco – o filme parece ter 90 minutos e não 2
horas – e consegue um equilíbrio ideal entre ação feroz, humor, reinvenção de
gênero e, talvez de forma mais impressionante, uma desprendida consciência de
sua própria modesta importância no esquema maior das coisas” (Todd McCarthy,
The Hollywood Reporter).
“Não se pode menosprezar a importância de John C. Reilly para o longa.
No momento em que ele aparece, o filme parece imediatamente revigorado e
energizado; sua mera presença acrescenta uma enorme quantidade de charme e
humor” (Drew Taylor, The Playlist).
“Nós não embarcamos na ‘Ilha da Caveira’ pelos personagens (sejam eles
bem desenvolvidos ou não), nós vamos para ver o maldito macaco. E o diretor
Jordan Vogt-Roberts e a empresa Industrial Light & Magic entregam um Kong
de cair o queixo” (Chris Nashawaty, Entertainment Weekly).
“Derivativo e um pouco bobo, mas consistentemente divertido: há
personalidade e estilo de sobra neste blockbuster monstro” (Jordan Farley,
Total Film).
“Esta fantasticamente confusa e exasperantemente aborrecida tentativa de
atualização da história de King Kong se parece com uma mistura de Jurassic
Park, Apocalypse Now e alguns empréstimos visuais exóticos de Miss Saigon. Não
chega perto do poder elementar do King Kong original ou do remake de Peter
Jackson. É algo que Ed Wood Jr poderia ter feito com um trilhão de dólares caso
tivesse o aval para fazer o que quisesse com esse dinheiro – mas sem a menor a
diversão” (Peter Bradshaw, do The Guardian).
A BELA E A FERA
“Após os espectadores digerirem todo o esplendor visual, eles poderão
perceber que toda a experiência foi um pouco sem graça e sem profundidade, e
com um resultado tão efervescente quanto instantaneamente esquecível” (Leslie
Felperin, The Hollywood Reporter).
“O novo ‘A Bela e a Fera’ é um filme tocante, bastante ‘assistível’, mas
nunca convence totalmente que era um filme que o mundo estava esperando” (Owen
Gleiberman, Variety).
“Com seus olhos lindos, seu sorriso encantador e seu conjunto de sardas
na ponta do nariz, Emma Watson é uma perfeita heroína da Disney. Há uma
inocência e inteligência nela que se encaixa perfeitamente com a personagem. E
descobrimos que ela também sabe cantar” (Chris Nashawaty, Entertainment
Weekly).
“’A Bela e a Fera’ casa o espetáculo visual e o magnífico design com uma
história melhor do que o longa original, lançando um feitiço sobre os antigos
fãs e também os mais novos” (Brian Truitt, USA Today).
“Uma deliciosa recriação live-action de uma fábula familiar. Você já viu
isso antes, mas seu espírito e graça são irresistíveis” (Matt Maytum, Total
Film).
“Em última análise, ‘A Bela e a Fera’ se revela como uma recriação
cínica feita aparentemente apenas para produzir um ano fiscal mais promissor
para os acionistas da Disney. Este é um produto que é mais calculista do que
inspirador” (Rodrigo Perez, The Playlist).
Fonte: Pipoca Moderna
Curta nossa página no Facebook.
