Del Rey mostra o porquê de ser considerada a 'Rainha do Indie'.
Se no mundo das divas Pop, costumamos ver brigas constantes entre os fandoms de Katy Perry e Taylor Swift, no mundo Indie a coisa não muda de figura, e por aqui, também existe o velho 'clássico' das brigas no meio musical.
Neste espaço destinado a música alternativa, o fogo cruzado fica por conta de Lorde e Lana Del Rey, consideradas as duas melhores cantoras Indies da atualidade.
E neste ano de 2017, essa briga que não vinha sendo tão acentuada desde o final 2013, começou a ganhar ares de maior agressividade quando as duas cantoras anunciaram seus novos trabalhos para meados de Junho/Julho deste ano.
Lorde, considerada a favorita por muitos, lançou o seu segundo álbum de estúdio, intitulado 'Melodrama', que focava em músicas com temáticas jovens e voltadas aos jovens de hoje em dia. O CD foi um enorme sucesso de crítica, obtendo a nota 91 em avaliação no site Metacritic, tornando-se assim o álbum feminino mais bem avaliado pelos críticos em toda a história. Obviamente, essa nota o torna um dos favoritos para alavancar indicações para o próximo Grammy.
Por sua vez, e cerca de quase dois meses depois, a cantora Lana Del Rey lança sua nova bíblia indie, o 'Lust For Life', quinto álbum de estúdio da artista que mantem a sua sonoridade cinematográfica habitual, novamente trazendo em cheque a questão da romantização de relacionamentos abusivos, bem como temáticas mais atuais, como o Feminismo, por exemplo, o que dá um contraste quase que desequilibrado a obra.
O Lust For Life também foi bem avaliado pela crítica, obtendo assim nota 78, a mesma do antecessor Honeymoon. Contudo, essa nota não chegou nem perto da nota obtida pelo álbum da rival, Lorde.
Lorde também se esforçou em fazer algo que Del Rey não costuma fazer: 'Divulgar'. A Cantora neozelandesa apareceu em programas de TV, programas de auditório, apresentações ao vivo em shows, e até mesmo no MTV Video Music Awards, que geralmente não abre espaço para o Indie.
Lorde divulgou bastante o seu trabalho, enquanto Lana Del Rey não procurou fazer o mesmo. E o resultado, bem, ele é totalmente o inverso do que se imaginava.
Quando o Lust For Life fora lançado, o Melodrama já acumulava cerca de 343.000 cópias vendidas, um número que seria difícil de alcançar para um álbum classificado como bom, porém inferior ao Melodrama, pela crítica especializada e que ainda por cima não tinha divulgação.
Pois é, não foi isso o que aconteceu. Lançado a quatro meses, o Melodrama obtém atualmente, de acordo com os mais recentes dados divulgados pelo site UWC Charts, uma média de 619.000 cópias vendidas, enquanto que o Lust For Life de Del Rey, lançado a menos tempo, demorou apenas dois meses para alcançar esse número e superá-lo.
Atualmente, no último dado informado pelo UWC Charts, o Lust For Life obteve um total de vendas de 626.000, e ainda por cima uma média de vendas de 15.000 cópias à mais que o Melodrama por semana.
Esses dados mostram que o Lust For Life não só superou o Melodrama em vendas em apenas dois meses, como também está vendendo mais que o álbum rival semanalmente.
Dessa forma, mesmo tendo uma nota menor, e muito menos divulgação, o álbum de Del Rey provou-se ser superior ao álbum de Lorde em termos de aceitação e interesse por parte do público. Não duvido que muita gente ainda considere o Melodrama como o 'álbum do ano', embora as vendas do mesmo não reflitam essa realidade.
Mas o Lust For Life veio para provar que notas e divulgação não são suficientes para abalar aquela que é tida por 90% dos apreciadores da música Indie como a 'Deusa do Gênero'. Lana Del Rey é no Indie o que Madonna um dia foi no Pop, e isso, não será algo que poderá ser mudado por Grammys ou Notas de Avaliação.
Sinto muito Lorde, mas para a cantora que é tida como o 'futuro da música', seria preciso um número de vendas mais relevante. Ou esse mesmo 'futuro' representa a visão de uma indústria musical que vende muito pouco se comparado a hoje, e quem é que quer um futuro desses?!
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