Estúdio do Castelo Mágico é líder pelo segundo ano consecutivo.
A Disney realmente parece ter encontrado a fórmula mágica do sucesso. Se nos anos 90, o estúdio não era considerado tão grande assim, por se focar muito em conteúdo infantil, hoje ele é o maior e mais poderoso de hollywood.
Parte disso veio de sua estratégia infalível em apostar em grandes franquias, o que resultou na compra da Marvel Comics, da Lucasfilm, da 20th Century FOX e da Pixar nos últimos 18 anos.
Ornada de toda essa gama de grandes empresas, e detentora de um número absurdo de personagens e franquias, a Disney conseguiu o que mais nenhum outro estúdio conseguiu, se tornar a líder incontestável de Hollywood, tendo boas armas para manter esse patamar pelos próximos anos.
Mesmo os estúdios mais capazes, como a Warner Bros e a Universal Pictures, estarão em dificuldades a partir de então, e obter novamente uma liderança de mercado será algo bem difícil, para não dizer, um golpe de sorte.
Com os lucrativos filmes da Marvel Studios, apostas certas na franquia Star Wars e em contos de fada na versão live-action, a Disney se mostra conservadora e pouco ousada, investindo naquilo que ela sabe que realmente dará retorno, e sem extrapolar em nada com apostas diferenciadas, jogo esse que ainda é jogado na concorrência.
Os lucros da Disney e sua liderança de mercado vieram cobrando um preço relativamente alto: A perda da ousadia e originalidade do estúdio, que atualmente, parece se concentrar unicamente nos filmes de animação da Pixar Animation.
Fora do cinema, a gigante das mídias mostra outra face, parecendo um tanto quanto perdida. Na TV, a emissora líder em esportes no Estados Unidos, a ESPN, parece não ter fôlego para lidar com os altos custos da programação esportiva. Os eventos são cada vez mais carros e a audiência cada vez menos interessada. Manter-se líder nesse cenário, parece difícil.
Na TV aberta, a ABC, emissora do grupo que foi líder durante anos, perdeu seu posto para a rival NBC, da COMCAST. Agora, a ABC luta pelo 3ª lugar, atrás de NBC e FOX no mercado televisivo norte-americano.
Na TV paga, os investimentos parecem surgir com mais frequência, embora o Disney Channel venha perdendo audiência à uma velocidade assustadora em seu principal mercado. O Disney XD, canal secundário do grupo que vem recebendo bastante conteúdo, aparentemente não parece ter força para competir com Cartoon Network e Nickelodeon, que possuem 5x mais audiência que o mesmo. E mesmo recebendo grandes franquias da empresa, como animações da Marvel, de Star Wars e animês, o canal não consegue empolgar tanto quanto os rivais mais antigos e consolidados.
No entanto, embora saibamos que a Disney tem certa dificuldade em administrar seus negócios em diferentes áreas, no cinema, a empresa mereceu o título que conquistou, e é isso que importa aqui.
A Warner Bros, por sua vez, tentou e tentou, mas não conseguiu. Contudo, o estúdio do grande Brasão que liderou hollywood por quase 16 anos desde os anos 2000, não deixa de mostrar sua força, ficando com um honroso 2ª lugar.
Veja o ranking final a seguir:
Como era de se esperar, a Disney chegou na casa de US$ 2,4 Bilhões, um número bem expressivo, embora não esteja nem perto dos US$ 3 Bilhões obtidos no ano passado.
A Warner conseguiu ficar acima de US$ 2 Bilhões em arrecadação, mostrando sua força e compromisso com suas franquias, e claro, investindo em ideias originais cada vez mais atraentes.
A Universal fez um ano razoável, com alguns acertos e vários filmes inexpressivos que pouco contribuíram para sua situação financeira. Contudo, ela ainda conseguiu fazer um ano melhor que 2016.
A 20th Century FOX também se saiu bem. Ela parece ter equilibrado as finanças no final do ano, embora, os números não sejam o suficiente para ela, uma vez que, se existia a necessidade de ser vendida, significava que as receitas não estavam batendo.
A Sony/Columbia nos deu um grata surpresa, ultrapassando a marca de US$ 1 Bilhão em arrecadação doméstica em 2017, sendo assim, o 5º e último estúdio a romper a barreira, já na última semana do ano. Tal feito se deve ao sucesso inesperado de Jumanji: Bem-Vindo à Selva.
A Lionsgate fez um ano honrado, fazendo jus ao ditado que diz: 'De grão em grão, a galinha enche o papo'. E lançando uma porção de filmes classe B e C, o estúdio conseguiu com várias bilheterias pequenas, o montante atual.
A Paramount, por sua vez, está em maus lençóis, e o destino desse estúdio parece sombrio.
Em 2018, o cenário não deve se alterar, com Disney mantendo a liderança, Warner mantendo o 2ª lugar e a Universal brigando com a FOX pelo 3ª. Vamos ver o que acontece!

